short story - 5
Uma chuva forte tinha caído na cidade no dia anterior e vestígios dela ainda restavam pelas ruas. Algumas telhas estavam empilhadas ao lado de uma porta e um dos moradores se esforçava para retirar a última telha, soterrada na lama molhada. Gotas insistiam em surgir dos telhados ainda inteiros e caiam preguiçosamente nas poças formadas no chão.
Um cavalo e seu cavaleiro passaram rapidamente pela rua que tinha sido mais afetada pela chuva, jogando dois cidadões na lama fresca. Eles se levantaram com xingamentos, mas o cavaleiro e sua montaria estavam longe demais para ouvirem. Eles se dirigiam para o castelo de Trian que ficava a alguns metros atrás do vilarejo, na esperança de encontrar o castelo inteiro após a forte chuva.
Atrás dos grandes muros que o cavaleiro mantinha fixo em sua visão, estava um enorme castelo. Embora seu exterior não refletisse a luxúria inteira, todos sabiam que ele era cheio de riquezas e isso fabricava sonhos e desejos nas mentes dos mais humildes e pobres que conviviam diariamente com a paisagem. Os portões do castelo permaneciam fechados na maior parte dos dias; abriam-se rapidamente para a saída de uma empregada com vários guardas para reabastecer o castelo a cada mês e novamente para a entrada de convidados especiais em certas datas.
Aquele dia não era uma data especial ou feriado para comemorações palaciais, mas o cavaleiro não hesitou em fazer seu cavalo marrom-escuro lançar as patas dianteiras com estrondo no portão de madeira absurdamente grande. O cavalo caiu novamente no chão, relinchando furiosamente, mas sua montaria não desistiu tão fácil. Após alguns minutos de silêncio absoluto, o cavaleiro novamente empurrou o cavalo para cima do portão. A cena se repetiu mais duas vezes até que o cavalo simplesmente desistiu e se ajoelhou no chão, deitando em seguida, e fazendo seu cavaleiro desmontá-lo. O homem encapuzado e encharcado da cabeça aos pés saltou cambaleante e voltou-se para o animal. Sentiu vontade de chutá-lo, mas sabia que o cavalo estava certo: era impossível transpassar os portões do castelo de Trian. O homem suspirou várias vezes com as mãos na cintura enquanto olhava para o portão imóvel. Pensou em esmurrar a porta até que abrissem, mas sentiu-se extremamente cansado para tal. Sentou-se ao lado do cavalo e encostou sua cabeça na coluna do animal. Fez todo o esforço que estava ao seu alcance para não abrir os olhos.
- Quem é você, estranho? - uma voz veio acima da cabeça do cavaleiro e ele se levantou em um salto. Procurando a voz, encontrou-a logo ao lado esquerdo do portão. Um guarda? Mato-me para chegar até aqui e me mandam um guarda?, foi o pensamento imediato do cavaleiro.
- Vim de longe e trago notícias! Preciso falar com seu rei.
- Nosso rei está morto há mais de dez anos!
O cavaleiro levou tamanho choque que acidentalmente pisou no rabo do cavalo, que se levantou e relinchou quando sentiu a dor no rabo preso ao chão. Ele levantou o pé e umideceu os lábios, secos com a viagem e a falta de água.
- Mas isso é meio impossível... fui instruído pelos ágoras para trazer uma mensagem diretamente para o rei de Trian.
- Talvez os ágoras estavam ocupados demais para ouvirem as notícias! Nosso rei morreu há mais de dez anos em batalha pelo seu país - o tom da voz do guarda tinha mudado de sarcástico para impaciente com uma rapidez incrível. Ele apontou para o horizonte atrás do vilarejo com uma flecha pronta para acertar qualquer inimigo. - Entregue a mensagem para mim ou vá embora!
O cavaleiro pensou por um instante; um instante que custou mais paciência do que o guarda tinha para oferecer.
- Neste caso, a mensagem deve ser entregue nas mãos da rainha. Onde ela está?!
- A rainha não saí do castelo nem atende forasteiros! Entregue a mensagem para mim ou...
- E o herdeiro?! Não há herdeiros ao trono?! - perguntou desesperado o cavaleiro. O guarda pareceu hesitar para responder a pergunta objetiva como se considerasse se a informação deveria ser revelada para aquele homem mal-educado, sujo e suspeito.
- O príncipe não tem idade para cuidar de negócios da coroa!
- Não interessa! A mensagem deve ser entregue nas mãos da realeza!
O guarda balançou a cabeça enquanto se perguntava porque não tinha seguido a carreira de lavador de poços enquanto podia. Gritou para que o cavaleiro esperasse e se retirou. Descendo uma longa escadaria, ele uniu-se à guarda real que esperava do outro lado - fortemente armada. Explicou a situação para o superior. O homem na armadura menos desajeitada e mais rebuscada possível criou uma expressão de desaprovamento na face, mas foi obrigado a lançar a ordem de abrir o portão. Caso contrário - se fosse algo sério - seu emprego, sua carreira e sua armadura reluzente seriam rapidamente retirados de sua posse.
O cavaleiro chutou levemente seu cavalo, que havia relaxado novamente no chão, quando ouviu o ranger de grandes alavancas do outro lado do portão. Montou nele e esperou pacientemente enquanto o portão se abria o bastante para que ele passasse. Algumas pessoas que atravessavam a rua naquele momento pararam estarrecidas para ver o que havia por trás daquelas duas enormes tábuas de madeira. A visão não durou mais que 10 minutos, mas foi o bastante para que essas pessoas voltassem para suas casas com histórias mirabolantes sobre terem visto fadas e rinocerontes na parte de dentro.
Um cavalo e seu cavaleiro passaram rapidamente pela rua que tinha sido mais afetada pela chuva, jogando dois cidadões na lama fresca. Eles se levantaram com xingamentos, mas o cavaleiro e sua montaria estavam longe demais para ouvirem. Eles se dirigiam para o castelo de Trian que ficava a alguns metros atrás do vilarejo, na esperança de encontrar o castelo inteiro após a forte chuva.
Atrás dos grandes muros que o cavaleiro mantinha fixo em sua visão, estava um enorme castelo. Embora seu exterior não refletisse a luxúria inteira, todos sabiam que ele era cheio de riquezas e isso fabricava sonhos e desejos nas mentes dos mais humildes e pobres que conviviam diariamente com a paisagem. Os portões do castelo permaneciam fechados na maior parte dos dias; abriam-se rapidamente para a saída de uma empregada com vários guardas para reabastecer o castelo a cada mês e novamente para a entrada de convidados especiais em certas datas.
Aquele dia não era uma data especial ou feriado para comemorações palaciais, mas o cavaleiro não hesitou em fazer seu cavalo marrom-escuro lançar as patas dianteiras com estrondo no portão de madeira absurdamente grande. O cavalo caiu novamente no chão, relinchando furiosamente, mas sua montaria não desistiu tão fácil. Após alguns minutos de silêncio absoluto, o cavaleiro novamente empurrou o cavalo para cima do portão. A cena se repetiu mais duas vezes até que o cavalo simplesmente desistiu e se ajoelhou no chão, deitando em seguida, e fazendo seu cavaleiro desmontá-lo. O homem encapuzado e encharcado da cabeça aos pés saltou cambaleante e voltou-se para o animal. Sentiu vontade de chutá-lo, mas sabia que o cavalo estava certo: era impossível transpassar os portões do castelo de Trian. O homem suspirou várias vezes com as mãos na cintura enquanto olhava para o portão imóvel. Pensou em esmurrar a porta até que abrissem, mas sentiu-se extremamente cansado para tal. Sentou-se ao lado do cavalo e encostou sua cabeça na coluna do animal. Fez todo o esforço que estava ao seu alcance para não abrir os olhos.
- Quem é você, estranho? - uma voz veio acima da cabeça do cavaleiro e ele se levantou em um salto. Procurando a voz, encontrou-a logo ao lado esquerdo do portão. Um guarda? Mato-me para chegar até aqui e me mandam um guarda?, foi o pensamento imediato do cavaleiro.
- Vim de longe e trago notícias! Preciso falar com seu rei.
- Nosso rei está morto há mais de dez anos!
O cavaleiro levou tamanho choque que acidentalmente pisou no rabo do cavalo, que se levantou e relinchou quando sentiu a dor no rabo preso ao chão. Ele levantou o pé e umideceu os lábios, secos com a viagem e a falta de água.
- Mas isso é meio impossível... fui instruído pelos ágoras para trazer uma mensagem diretamente para o rei de Trian.
- Talvez os ágoras estavam ocupados demais para ouvirem as notícias! Nosso rei morreu há mais de dez anos em batalha pelo seu país - o tom da voz do guarda tinha mudado de sarcástico para impaciente com uma rapidez incrível. Ele apontou para o horizonte atrás do vilarejo com uma flecha pronta para acertar qualquer inimigo. - Entregue a mensagem para mim ou vá embora!
O cavaleiro pensou por um instante; um instante que custou mais paciência do que o guarda tinha para oferecer.
- Neste caso, a mensagem deve ser entregue nas mãos da rainha. Onde ela está?!
- A rainha não saí do castelo nem atende forasteiros! Entregue a mensagem para mim ou...
- E o herdeiro?! Não há herdeiros ao trono?! - perguntou desesperado o cavaleiro. O guarda pareceu hesitar para responder a pergunta objetiva como se considerasse se a informação deveria ser revelada para aquele homem mal-educado, sujo e suspeito.
- O príncipe não tem idade para cuidar de negócios da coroa!
- Não interessa! A mensagem deve ser entregue nas mãos da realeza!
O guarda balançou a cabeça enquanto se perguntava porque não tinha seguido a carreira de lavador de poços enquanto podia. Gritou para que o cavaleiro esperasse e se retirou. Descendo uma longa escadaria, ele uniu-se à guarda real que esperava do outro lado - fortemente armada. Explicou a situação para o superior. O homem na armadura menos desajeitada e mais rebuscada possível criou uma expressão de desaprovamento na face, mas foi obrigado a lançar a ordem de abrir o portão. Caso contrário - se fosse algo sério - seu emprego, sua carreira e sua armadura reluzente seriam rapidamente retirados de sua posse.
O cavaleiro chutou levemente seu cavalo, que havia relaxado novamente no chão, quando ouviu o ranger de grandes alavancas do outro lado do portão. Montou nele e esperou pacientemente enquanto o portão se abria o bastante para que ele passasse. Algumas pessoas que atravessavam a rua naquele momento pararam estarrecidas para ver o que havia por trás daquelas duas enormes tábuas de madeira. A visão não durou mais que 10 minutos, mas foi o bastante para que essas pessoas voltassem para suas casas com histórias mirabolantes sobre terem visto fadas e rinocerontes na parte de dentro.

3 Comments:
roooox=)
e como tah a história nova?
GANHAMOS A FEEEEEEIRA!!!!
OHMEUDEUS! Ele realmente comentou (besteira)!
GANHAMOS A FEEEEIRA porque nós é escroto!
Que bonitinho...
Parabéns ^^
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